Arquivo do mês: maio 2012

I Aty Guasu dos Jovens Kaiowá

Do dia 24 a 26 de Maio ocoreu na aldeia Pirajuí em Paranhos o I Aty Guassu da juventude Kaiowá Guarani, os temas foram relacionados ao histórico do processo de luta das terras indígenas e sua conjuntura atual, identidade, etnicidade e juventude indígena, direito e cidadania indígena, sustentabilidade e autonomia.
Nós jovens da AJI, participamos deste evento que foi o primeiro, e realizdo com muita dificuldade disse uma das organizadoras, apresentamos o trabalho da AJI – Açaõ dos Jovens Indígenas, afim de senbilizar os jovens para também buscarem em suas aldeias uma forma de trabalhar com eles.
Percebemos que as realidades estão muito parecidas: drogas, violencias entre outros, além da falta de espaço dentro e fora de suas comunidades, a falta de dialogo entre a juventude e as lideranças, foi notório. Nada se tem feito para os jovens, não há politica publica que contemple essa classe, pensa-se em mulheres, crianças, e os jovens?
Esperamos que este evento tenha trazido ao menos visibilidade aos jovens Guarani kaiowá, até porque o Procurador da Republica Dr. Marcos Antonio esteve presente nos dias e, pode notar de perto a situação que se encontra os povos indígenas.

Crianças Guarani participam de Semana Indígena da Unesc

A troca de experiências entre alunos do Colégio Unesc e um grupo de crianças indígenas guarani, da aldeia de Imaruí, foi marcante na tarde desta quarta-feira. Os estudantes do Ensino Fundamental da Unesc realizaram diversas apresentações culturais na recepção dos convidados à 1ª Semana Indígena da Universidade.

Após a recepção do grupo indígena, que veio acompanhado do cacique Floriano da Silva, todas as crianças foram até o colégio, onde se conheceram melhor em diversas atividades.

Na aldeia, as crianças indígenas recebem a mesma educação que os demais brasileiros, com a diferença da valorização da cultura guarani, segundo o cacique. Ele destacou que todos os integrantes da aldeia falam o guarani. Uma das atividades durante a recepção foi a apresentação de cantigas de roda, que encantou Silva. “Nossa música é bem diferente da de vocês”, descreveu.

Durante o dia de ontem o grupo indígena esteve vendendo artefatos no hall do Bloco XXI-B, como cestas, bichos de madeira e colares. “O povo guarani tem um papel importante na nossa história. Eles são muito mais avançados na preservação ambiental do que nós”, salientou o professor do curso de História, Carlos Renato Carola.

Leia mais: A Tribuna Net

Indígenas reiniciam marcha contra estrada na Amazônia boliviana

Indígenas que se opõem a construção de uma estrada, financiada em parte pelo Brasil, na reserva ecológica da região amazônica da Bolívia, retomaram sua marcha nesta segunda-feira para La Paz, depois de terem percorrido a metade de um percurso de 600 km, sem conseguir um diálogo com o governo, informou a organização em um comunicado de imprensa.

A marcha de cerca de 200 pessoas atravessou sem incidentes a aldeia Yucumo, 320 km ao norte de La Paz, onde confrontos eram temidos, já que a cidade é um reduto eleitoral do presidente Evo Morales, indígena de esquerda.

“A marcha em defesa do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS) passou nas primeiras horas desta segunda-feira por Yucumo Beni sem problemas”, afirmou a Confederação Indígena de Povos do Oriente da Bolívia (CIDOB), a principal organização que apoia o movimento.

Os índios rejeitam a construção da estrada, pois consideram que causará danos ambientais graves ao TIPNIS, enquanto o poder Executivo defende a integração da estrada que conta com um crédito de 332 milhões de dólares do BNDES.

A marcha fez uma parada na cidade de Chaparina (7 km ao norte de Yucumo) na semana passada para pedir um diálogo com o governo, mas o ministro do Interior, Carlos Romero, rejeitou o apelo ao acusar as lideranças indígenas de adotarem posições políticas.

Os índios iniciaram a caminhada em 27 de abril na cidade de Trinidad, capital do departamento amazônico de Beni, a 600 km de La Paz. Esta é a segunda manifestação do tipo em sete meses contra o projeto do presidente Morales de construir a estrada de 300 km que atravessará o TIPNIS.

Os índios devem levar mais um mês para chegar ao destino final, e ainda resta o trecho mais difícil, que cruza a aldeia pró-governo de Caranavi, 600 metros acima do nível do mar, para que depois chegue a La Paz, 3.600 metros acima do nível do mar.

Antes de chegar à sede do Governo, precisam atravessar a Cordilheira dos Andes, por uma estrada pavimentada a 4.000 m de altura.

Fonte: Terra.

Vídeo registra cenas de indígenas isolados na Terra Indígena Yanomami

No Território Yanomani no Brasil vivem hoje alguns grupos isolados. Pouco se sabe deles, já que evitam contato com os outros Yanomami e também com a população não-indígena. No passado, os Yanomami tiveram contato com os Moxi Hatëtëa, um desses grupos isolados.

Hoje, 20 anos depois da ratificação do Território Yanomami no Brasil, os Moxi Hatëtëa estão em perigo. De acordo com a FUNAI, há garimpeiros que trabalham ilegalmente a apenas 15km de suas aldeias.

Esse filme mostra cenas inéditas dos povos em situação de isolamento que habitam a Terra Indígena Yanomami.

Fonte: Combate ao Racismo Ambiental

Índios reclamam da falta do Estado Brasileiro nas fronteiras

O isolamento das tribos amazônicas motivou uma cobrança dura do cacique da etnia tiryós, Mario Nachau, ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), durante a passagem dele no Município de Tiryós (a 930 quilômetros de Belém) por ocasião da Operação Ágata 4. São tiryós 17 dos 35 soldados do Pelotão Especial de Fronteira do Exército brasileiro (PEF) na localidade.

Após ouvir a cobrança de Mario Nachau, Temer disse que o Estado precisa estar presente nessas áreas e destacou a importância da realização da Operação Ágata 4. Ele revelou também que o governo desenvolve um plano estratégico para proteção das fronteiras .

Aproximadamente 2 mil índios das etnias tiryós e kaxuyana têm o Exército como a única presença do Estado na fronteira entre o Pará e o Suriname. Eles criticam a falta de apoio do poder público. Os índios esperam por visitas que levam remédios alimentos, utensílios de higiene e vestuário que demoraram até três meses para ocorrer.

Leia mais: EcoAmazonia

MT concentra 82% do desmate nas terras indígenas da Amazônia Legal

Cinco por cento de todos os desmates registrados entre janeiro a abril deste ano na Amazônia Legal brasileira ocorreram dentro das Terras Indígenas (Tis) brasileiras. Ao todo, 14 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados frente a um universo total de 269 quilômetros quadrados no período, conforme indicou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Mato Grosso, Rondônia e Pará são os campeões em ocorrências desta natureza.

Somente a unidade mato-grossense, que possui 12 milhões de hectares em Terras Indígenas, foi responsável pela derrubada de 11,5 km² da floresta dentro das áreas preservadas, correspondendo a 82% de todas as situações verificadas em TIs neste primeiro quadrimestre. A realidade que coloca o estado na posição de número um no ranking brasileiro.

Segundo mapeou o Imazon, a reserva Manoki no município de Brasnorte, a 580 quilômetros de Cuiabá, apareceu como a primeira em desmates: a destruição atingiu 7,9 km² em fevereiro (maior do mês dentre demais estados) e 1,8 km² em abril (também líder em casos). Sozinha, a terra concentrou quase 10 km².

A devastação da floresta também foi verificada em outras terras, especialmente em fevereiro. É o caso da Terena Gleba Iriri, cuja derrubada somou 0,7 km², seguido pela reserva Apiacá-Kayabi com 0,6 km² e Batelão com 0,5 km².

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Fonte: G1

Carta dos Povos Indígenas e Quilombolas de Mato Grosso

Nós povos indígenas, quilombolas, articuladores e demais presentes no Encontro dos povos indígenas e quilombolas do Mato Grosso – Direitos ameaçados|resistência, realizado entre os dias 16 a 18 de abril de 2012, na Universidade Federal de Mato Grosso apresentamos nossos posicionamentos políticos em dizer NÃO a quaisquer Projetos de Emendas Constitucionais (PEC) e projetos de leis seja municipal, estadual e federal que venha ferir os direitos coletivos dos povos indígenas e quilombolas. Apresentamos as nossas propostas que reafirmam qual economia queremos para Mato Grosso. E, ressaltamos a necessidade que essas sejam plenamente consideradas nos acordos advindos da Rio +20. Queremos uma economia que:

· Fortaleça os territórios indígenas, quilombolas, bem como as terras onde vivem os extrativistas, ribeirinhos, assentados, caixaras, retireiros, morroquianos, outras comunidades tradicionais e grupos sociais diversos. E, reconheça a importante contribuição dos saberes e valores destes povos e comunidades acima referidos na sustentabilidade dos territórios e da biodiversidade;

· Preserve a natureza e os direitos do usufruto coletivo, pois as políticas públicas não podem compreender que os impactos ambientais e sociais possam ser compensados em termos monetários. Consideramos que muitas realidades existentes em nossos territórios devem ser invioláveis, e impossíveis serem convertidas em valores financeiros. Reafirmamos a necessidade que sejamos ouvidos, e, considerados nossos posicionamentos;

· Considere a participação desses grupos em todas as etapas dos projetos e políticas públicas. Desde a sua concepção, planejamento até a gestão dos mesmos.

· Fortaleça os territórios tradicionais, que não enxergue nesses espaços uma oportunidade de saquear a biodiversidade e os saberes;

· Seja sustentável, ética e solidária;

· Reconheça e respeite nossos costumes, saberes, valores, línguas, crenças e modos de vida de quaisquer população tradicional e grupos sociais;

· Respeite a biodiversidade, terra, água e ar, nossa cultura, nossa espiritualidade e saúde;

· Seja promovida com cuidados ecológicos, buscando a aliança de saberes construídos tradicionalmente;

· Seja de pequena escala, de trocas e benefícios coletivos;

· Combata o crescimento e consumismo desenfreado, incentivando alternativas que busque a reutilização e reciclagem dos resíduos;

· Desmascare os impactos socioambientais dos médios e grandes empreendimentos (hidrovia, hidrelétricas, linhões, grandes lavouras, rodovias, ferrovias, etc);

· Valorize e priorize a sustentabilidade, a educação e a saúde de qualidade adequados aos nossos interesses, e, sobremaneira garanta nossos direitos, autonomia e autodeterminação nos nossos territórios;

· Queremos uma economia em que nossos bens (água, território, biodiversidade) não sejam transformados em mercadoria ou falsa solução para os problemas criados por terceiros, como são os projetos de REDD ou Pagamento por Serviços Ambientais;

Repudiamos a ideia mascarada da ECONOMIA VERDE que vem mais uma vez ferir os direitos ao usufruto dos bens coletivos destes povos tradicionais.

Assinamos e aderimos

Povos indígenas:
Apiaká, Arara, Bakairi, Bororo, Chiquitano, Guarani Kaiowa, Guató, Kayabi, Kanela, Karajá, Krenak, Manoky, Myky, Nambikwara, Paresi, Rikbaktsa, Tapirapé, Umutina, Xavante

Comunidades Quilombolas:
Comunidade Tanque do Padre (Poconé), Comunidade Lagoinha de Cima (Chapada dos Guimarães), Comunidade Jejum (Poconé), Comunidade Jacaré dos Pretos (Nossa Senhora do Livramento), Comunidade Mutuca (Nossa Senhora do Livramento), Comunidade Morro do Candambe (Chapada dos Guimarães)

Entidades, organizações e pessoas:
ADUFMAT/GT de ETNIAS Gênero e Classe

Associação Brasileira de Homeopatia Popular / ABHP
Associação de Mulheres Três Barras
Associação Resgatando Cidadania
Centro Burinier Fé e Justiça – CBFJ
Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès
Centro de Estudos Bíblicos – CEBI-Setor 01- Cuiabá
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Comunidades Eclesiais de Base – CEBs CUIABÁ
Comunidades Eclesiais de Base – CEBs MATO GROSSO

Conferência dos Religiosos do Brasil Regional Cuiabá
Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial – CEPIR-MT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI Regional Mato Grosso
Conselho Nacional do Laicato do Brasil -Regional Oeste 2
Consulta Popular Mato Grosso
Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia
FASE Mato Grosso
Fórum de Lutas das Entidades de Cáceres – FLEC
Fórum Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso – FDHT-MT
Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD
Fundação Fé e Alegria do Brasil no Mato Grosso
Fundo Rotativo Solidário do Grupo de Mulheres – TECEVIDAS
Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação/UFMT
Grupo de Trabalho de Mobilização Social – GMTS
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA/UFMT
Grupo Raizes
Instituto Caracol – iC
Instituto de Ecologia e Populações Tradicionais do Pantanal – ECOPANTANAL
Instituto Gaia
Instituto Humana Raça Fêmina – INHURAFE
Instituto Indígena Maiwu
Instituto Natureza
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Mato Grosso – MST MT
Movimento Negro Unificado
Operação Amazônia Nativa – OPAN
Organização de Mulheres Indígenas de Mato Grosso – TAKINÁ
Organização dos Povos Indígenas do Noroeste de Mato Grosso – OIMECRIKANAZ
Organização dos Professores Indígenas de Mato Grosso – OPRIMT
Rede Axe Dudu
Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira
Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental – REMTEA
Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso
Sociedade Fé e Vida
Terra de Direitos
Augusta Eulália Ferreira

Caio Bruno de Oliveira Barbosa
Edina Franco de Moraes
Gilberto Vieira dos Santos
Guilherme Coda
Pedro Canísio sj
Pedro Reis de Oliveira
Solange Ikeda
Waldir Bertúlio

Fonte: Terra de Direitos