Ministério da Justiça reconhece como terra indígena área em Juti onde Marco Veron foi morto

Foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 954, do Ministério da Justiça, que declara como de posse permanente da etnia guarani-kaiowá a Terra Indígena (TI) Taquara, localizada no município de Juti, Mato Grosso do Sul. A área tem 9.700 hectares. A portaria também considerou improcedente as contestações opostas à identificação e à delimitação. Os estudos começaram em 1999, segundo o MPF (Ministério Público Federal).

Atualmente, os indígenas ocupam cerca de 100 hectares daquela área. Conforme aponta levantamento da Funasa (Fundação Nacional da Saúde), em 2009 viviam 271 indígenas na aldeia Taquara. Grande parte da população indígena que habitava originalmente a região foi removida pelo SPI (Serviço de Proteção ao Índio) na década de 1950 e dispersa por várias localidades.

O decreto nº 1.775 de 1996 regulamenta o processo administrativo de demarcação de áreas indígenas. O próximo passo previsto, após a portaria declaratória, é a colocação de marcos físicos na área – demarcação propriamente dita – e a homologação pelo presidente da República.

A área em disputa entre índios e fazendeiros foi palco, em janeiro de 2003, do assassinato do cacique guarani kaiowá Marco Veron. O crime ocorreu em decorrência de disputa pela terra, quando o grupo de Veron reivindicava a posse da área. Acampados na fazenda Brasília do Sul, que incide totalmente na TI Taquara, os indígenas foram atacados por homens armados, que dispararam contra o grupo, além de ameaçar e espancar indígenas. Veron, à época com 72 anos, não resistiu às agressões e morreu com traumatismo craniano no hospital. Os agressores teriam sido contratados pelo fazendeiro para expulsar os indígenas da área. O caso está na Justiça.

Fonte: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_indios-e-minorias/mpf-ms-ministerio-da-justica-reconhece-terra-indigena-em-mato-grosso-do-sul

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2 Respostas para “Ministério da Justiça reconhece como terra indígena área em Juti onde Marco Veron foi morto

  1. fui indicado pelao conselho tribal wassú cocal e pela população indígena para o posto de chefe de aldeia por ter participação ativa dos problemas e pelas soluções que consegui junto com o cacique e lideranças mas o administrador local prefere deixar a comunidade já um ano sem chefe de posto a me nomear só porque fui indicado pelo cacique e pela população indigena neste caso o que fazer

  2. Pois é. Reconhecer é uma coisa, devolver é outra coisa. Pelo que observo na prostituição da democracia via financiamento privado de campanhas políticas, falta tinta na caneta presidencial. Por exemplo, aqui no Espírito Santo os quilombolas tiveram suas terras reconhecidas pelo MJ no final de 2007, restando apenas o canetaço… Enquanto isso, as plantações de eucalipto permanecem fincadas feito soldados dos financiadores da democra$$ia. Antes Aracruz Celulose, hoje Fibria… Na mesma condição se encontra os povos tupiniquins.

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