Índios mantêm ocupação da Funai em Passo Fundo

70 caingangues só saem do prédio se reivindicações forem atendidas

Os 70 índios caingangues, que ocuparam na manhã de terça-feira a sede regional da Fundação Nacional do Índios (Funai) em Passo Fundo, continuam firmes na posição de não deixar o prédio, enquanto não tiveram suas reivindicações atendidas. Eles cobraram a demarcação de uma área de 1.950 hectares, entre os municípios de Cacique Doble e Sananduva, já reconhecida como terra indígena.

Na terça-feira, eles tiveram uma reunião com o diretor administrativo da Funai, Adir Reginato, mas não houve avanços nas negociações. Reginato explicou que houve recursos dos agricultores, que ocupam a área reivindica pelos índios. Segundo ele, é uma questão judicial, que não pode ser atropelada pela Funai. Foram 108 contestações do reconhecimento da área como terra indígena. O diretor afirma que enquanto não for resolvida essa questão judicial, o Funai não pode fazer a demarcação.

O cacique Ireni Franco alega que a Funai está fazendo um jogo de empurra-empurra. Segundo ele, só faltaria o ministro da Justiça, Tarso Genro assinar a portaria para que a demarcação seja feita. Por isso, o cacique afirma que não vão sair do prédio, enquanto a portaria não for publicada. Ireni Franco disse que o índios, acampados há 5 anos nas margens da ERS-343, se preciso vão passar o Natal no prédio da Funai.

Por Acácio Silva.

Originalmente publicado no Correio do Povo

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