Situação dos índios da bacia do Lago Guaíba é tema de seminário

Acontece em Porto Alegre, entre os dias 31 de março e 3 de abril, o Seminário Povos Indígenas na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba. Promovida pela Escola Superior do Ministério Público da União, pelo Ministério Público Federal, pela Prefeitura de Porto Alegre e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a atividade reúne especialistas de diversas áreas para discutir a situação de índios que vivem em Porto Alegre e nas regiões limítrofes.

A programação do seminário inclui palestras, exibição de filmes e debates com agentes públicos, antropólogos e índios. O procurador da República Marcelo Beckhausen (PR-RS), por exemplo, abordará os direitos socioculturais indígenas; enquanto a antropóloga Maria Paula Prates (UFRGS) discutirá as relações de gênero entre os mbyá-guarani.

As relações de trabalho dos agentes institucionais não indígenas com os índios será o tema do painel coordenado por Miriam Chagas (PRR-4). Já Francisco Rokag dos Santos discutirá a relação entre os grafismos e a cultura material dos kaingang. Tacira Gomes, da Terra da Estiva, fala sobre sua experiência como líder indígena.

Durante o seminário será exibido o vídeo “Mokoi Tekoá, Petey Jeguatá. Duas aldeias, uma caminhada”. De 2008 e com 63 minutos, o documentário acompanha a rotina dos índios mbya-guarani, que, sem terra para cultivar ou matas para caçar, dependem da venda de artesanato para sobreviver. Depois da exibição, os participantes do seminário poderão debater o tema com o antropólogo José Otávio de Souza (UFRGS) e com o cineasta guarani Ariel Ortega, um dos realizadores do vídeo.

O seminário acontece no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1.020 – Praça da Alfândega), sempre a partir das 13h30. Os participantes serão indicados pelos realizadores do seminário e terão de fazer a inscrição na página da Escola na Internet, no link “Inscrições”, até o dia 25 de março.

Originalmente publicado no site do ESMPU.

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Uma resposta para “Situação dos índios da bacia do Lago Guaíba é tema de seminário

  1. É um absurdo que a justiça brasileira ainda esteja contra os direitos dos indigenas em nosso país. Como se não bastasse a condição de pobreza desse povo que é humilhado e resiste fortemente em reinvidicar seus direitos. O mínimo que os representantes do povo deveriam fazer era abaixar a cabeça de vergonha e facilitar a vida dessa população. A universidade Federal do RGS como instituição de ensino deveria no minimo respeitar esta condição e mostrar como a educaçao é importante para o respeito humano. A área reinvidicada por eles será certamente respeitada e protegida dos que não tem interesse nenhum em preservar as matas.

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